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ADEQUAÇÃO EMOCIONAL
-A chave para conviver bem com o diabetes -

Dr. Izidoro de Hiroki  Flumignan, crm 52.45054-3
izidoro@flumignano.com

"Quando o diabetes entra na vida, o mundo subitamente se modifica". A notícia surge como uma bomba. e aparece uma uma série de perigos até então nunca imaginados. A necessidade de mudanças passa a ser imperiosa. Isto não é fácil! É necessário ajustes emocionais adequados para uma nova realidade.

N E G A Ç Ã O : "Isso não está acontecendo" !! Não deve ser tão sério !! Eu não preciso mudar nada, diabetes não é para sempre... vou ficar curado... estão entre outros confusos pensamentos que afloram subitamente em todas as pessoas quando ouvem o diagnóstico do médico. Nesta fase da negação do diagnóstico a irritabilidade fica preponderante. O desconhecimento inicial sobre a doença ajuda a deixá-lo ainda mais irritado. Este sentimento inicial de negação é natural. Afinal, é comum negarmos inúmeras vezes os fatos do cotidiano que não são desejados. Da mesma maneira, os familiares do diabético recém diagnosticado apresentam os mesmos sentimentos de negação. A paciência e o apoio da equipe médica, da família e dos amigos é fundamental nesta fase.

M E D O : "O que isso significa em minha vida ? O que vai acontecer comigo ? São questões que provocam um outro sentimento: o medo. O paciente, ainda confuso emocionalmente, começa a se interessar pelo assunto, porém sua capacidade de aprendizado ainda é muito baixa devido seu estresse emocional. É difícil deixar de lado as falsas histórias ou mesmo experiências passadas com pessoas conhecidas, cujo diabetes era mal controlado. O medo adequado motiva o tratamento, porém, o medo excessivo e prolongado pode levar ao sentimento de desesperança. Quando o medo demasiado surge nos membros da família pode levar a atitudes de superproteção ao diabético, provocando restrições a atividades que não oferecem riscos.

R A I V A :"Por que eu ? Por que meu filho ? São questões que denotam o sentimento de raiva. Trata-se de outra emoção natural, quando mudanças acontecem na vida de maneira inesperada, indesejável e fora de controle. No nosso cotidiano, a raiva nos dá energia para lidarmos ou afastarmos de situações desagradáveis. Mas não há como afastar-se do diabetes, o que então vem a depressão. Perguntas como : "O que foi que eu fiz para merecer isso ? denotam um sentimento de procura dos culpados em relação ao diabetes. Outro tipo de sentimento de culpa pode vir como um sinal de que não foi conseguido atingir um objetivo que foi proposto, como por exemplo, seguir um plano de alimentação, parar de fumar ou fazer os testes de glicose regularmente. "Se sente culpado aquele que nega o tratamento". Entretanto, se houver um sentimento exagerado de culpa, isto poderá ser percebido como se o fracasso fosse inevitável, ocasionando uma baixa motivação para o tratamento.

D E P R E S S Ã O : "Sinto-me muito triste. Sinto-me só... Ninguém me entende..." Tais pensamentos refletem um sentimento depressivo que pode ocorrer após se dar conta de que o diabetes não irá mais embora, que não tem cura. Importante é saber que a depressão também é um sentimento normal quando somos incapazes de mudar qualquer situação desagradável. Reconhecer e aceitar os sentimentos de tristeza são importantes para a adaptação à nova realidade. É claro que esta depressão é temporária. Se esta depressão for muito duradoura ou muito severa, poderá tornar-se danosa à saúde. Uma atitude positiva nesta fase é planejar mudanças na auto-imagem e no estilo de vida, para nela incluir o bom diabetes. Novos limites, novos horizontes, novos desafios são sempre estimulantes para viver de bem com a vida.

A C E I T A Ç Ã O : Negação, medo, raiva, e depressão são alguns dos sentimentos que o todos pacientes sentem diante de um diagnóstico médico. É importante perceber que essas emoções não são, por si só, boas ou más, saudáveis ou danosas. Todas elas, na verdade, podem tornar-se prejudiciais se não forem bem administradas e benéficas se ajudarem a engrandecer e fortalecer a pessoa além dos limites convencionais.

 

 

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© Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan, atualizado em 29/01/2010

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