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Responsabilidade técnica
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FUNDAMENTOS DA DIETA APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA

Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan – endocrinologista.
Dra. Monique de Oliveira Pinto – nutricionista

A cirurgia da obesidade é o melhor tratamento para as grandes e moderadas obesidades que sejam refratárias ao tratamento clínico. A redução do volume do estômago com ou sem o encurtamento da área de absorção alimentar intestinal beneficiam o organismo obeso, pois estabelecem menores limites anatômicos para o alimento e reduz a área de absorção dos nutrientes. Além disto, favorece um novo equilíbrio hormonal favorável a todos os obesos particularmente os diabéticos e hipertensos. Quanto aos efeitos colaterais mais freqüentes, tanto os de curto prazo quanto os de longo prazo, são compensáveis com dieta apropriada. Após a cirurgia da obesidade a perda de peso é muito intensa durante os dois primeiros meses estimados entre 7 a 14 kg. Este ritmo declina-se lentamente até o terceiro mês quando então se lentifica até 01 ano após a cirurgia, quando tende a se estabilizar. Os ajustes nutricionais dos 3 primeiros meses após a cirurgia são fundamentais e precisam ser acompanhados por uma nutricionista experiente. As primeiras 48h da cirurgia da obesidade são hospitalares, com dieta zero, sendo a hidratação garantida por soro endovenoso. Depois da dieta de prova no hospital, inicia-se a primeira fase da alimentação, prevista de 2 semanas, de consistência liquida com o objetivo de  cicatrizar o aparelho digestivo. Nesta fase é muito importante manter a hidratação adequada e o uso de complementos nutricionais para evitar carências protéicas, vitamínicas e de minerais. O volume de líquidos a ser ofertado é progressivo obedecendo a tolerância do paciente, sendo previsto por volta de 1,5 litros por dia, distribuídos em pequenos volumes a cada 20 minutos de água de coco, chá de cor clara, sucos coados aumentando-se gradativamente o volume de cada ingestão e também acrescentado-se caldos de carne, vegetais, gelatinas e suplementos especializados, com temperos tipo sal, tomate, cebola, salsinha e cebolinha, tudo coado em filtro de papel de café. Na segunda semana é possível passar para a dieta liquida completa com sopas batidas e coadas, leite desnatado, iogurte natural desnatado e coado, sem pedaços e mantendo 50ml a cada 20 minutos. Na Terceira semana é a fase de engrossar a sopa batendo no liquidificador sem precisar coar, acrescentando caldo de feijão e suco de frutas. Na quarta e quinta semanas se mantém a evolução de consistência e de acordo com a tolerância e as necessidades individuais, a alimentação vai evoluindo de liquida para pastosa com as preparações liquidificadas, com acréscimos de frutas em forma de purês ou raspadas, purês de vegetais, de carnes, arroz, macarrão, batatas amassadas e torradas com requeijão ou cottage. A sexta semana é a última fase pós operatória quando é fundamental aprender selecionar adequadamente os  alimentos pois as quantidades ingeridas serão permanentemente muito pequenas, sendo a preferência por alimentos mais nutritivos e menos calóricos com fontes ricas de ferro, cálcio e vitaminas. A evolução de cada fase para cada paciente é variável e a escolha do alimento precisa ser acompanhada cuidadosamente para evitar a dor, náuseas e vômitos. O cuidado com a escolha dos alimentos nutritivos deve continuar para sempre, pois, as quantidades ingeridas a cada refeição serão permanentemente pequenas e geralmente não serão tolerados alimentos muito duros e fibrosos. Desta fase em diante, o paciente precisa estar apto para selecionar os alimentos que lhe tragam mais conforto, satisfação e qualidade nutricional, com um acompanhamento periódico nutricional para avaliação do peso e identificação de eventuais carências nutricionais, É relevante a percepção diferencial entre a fome fisiológica e a vontade compulsiva do comer. A Síndrome do Dumping é uma condição que pode ocorrer depois de uma ingestão excessiva de açúcares de absorção rápida que acarretam uma alteração veloz da osmolaridade sanguínea acarretando mal estar, taquicardia, dor abdominal, diarréia e sudorese, sem risco de morte mas com sintomas são muito desagradáveis e costumam perdurar por volta de 15 minutos com melhora espontânea. Como visto, o acompanhamento nutricional especializado é um dos aspectos mais importantes da cirurgia da obesidade e engana-se aquele que pensa que depois de operado poderá comer de tudo e a vontade. A grande virtude desta cirurgia é a facilidade da manutenção do peso desejado a longo prazo.  

 

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Página atualizada em 29/01/2010

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