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TIPOS DE DIABETES

Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan - crm 5245054-3
izidoro@flumignano.com

Todos os tipos de diabetes mellitus tem em comum a presença elevada de glicose sangüínea- hiperglicemia. O diabetes insipidus que é uma rara doença da  glândula pineal também chamada de hipófise devido a diminuição da secreção do hormônio antidiurético - ADH - e não tem relação com o diabetes mellitus. A hiperglicemia temporária pode ser causada por outras doenças mas no diabetes mellitus ela é definitiva.

Os tipos de diabetes mellitus são :  

TIPO I - que também já foi chamada de insulino-dependente ou de infanto-juvenil. Este tipo pode se desenvolver em qualquer idade e a característica principal é que o corpo não consegue mais produzir insulina, ou produz tão pouco que se torna necessário complementá-la com insulina através de injeções. Estima-se que no Estados Unidos há 1 milhão de diabéticos Tipo I, e no Brasil estima-se em 500 mil.  Este tipo também é chamado de diabetes insulino-dependente ou de diabetes infanto-juvenil.

TIPO II - que também já foi chamada de não insulino-dependente ou da maturidade tem como característica que a produção de insulina pelo organismo é normal ou até excessivo, porém o corpo não responde a sua ação por um defeito nos receptores celulares. Neste caso o tratamento visa a melhorar a sensibilidade destes receptores através de medicações orais. Mesmo nestes casos, ás vezes é necessário injetar insulina por injeções para aumentar a competitividade da insulina aos receptores disponíveis, ativando mais sua ação. Este tipo também é chamado de diabetes não insulino-dependente ou diabetes da maturidade. Com a evolução do envelhecimento muitas vezes é necessário introduzir a insulinoterapia para a compensação da glicemia e a classificação se torna do Tipo II insulino-dependente. 

DIABETES GESTACIONAL é quando a mãe apresenta hiperglicemia no período de gravidez. Tal fato é temporário, termina com o parto, porém a elevado incidência de diabetes na mãe após alguns anos.

DIABETES TERCIÁRIO é a situação em que a glicemia se eleva por conta de outras doenças, como na síndrome de cushing, pancreatite crônica, fibrose cística, hepatites, uso de determinados medicamentos etc. O tratamento visa a corrigir a causa principal quando possível.

DIABETES TIPO M.O.D.Y. - Raro, em que ocorre o diabetes não insulino-dependente no jovem. A sigla vem da iniciais de Maturity Onset of Diabetes of the Young - Diabetes do Adulto Iniciado no Jovem.

DIABETES TIPO III : Esta novo nível classificatório tem sido aplicado para os casos do diabetes mellitus nos obesos. Outro termo utilizado é diabesidade. É a situação em que o diabetes é reversível com o emagrecimento e retorna com o ganho do peso.

CONCEITOS DESCRITIVOS : Diabetes mellitus é uma condição anormal do metabolismo caracterizada pela hiperglicemia - excesso de glicose no sangue -decorrente da inabilidade do organismo em utilizar a glicose para a produção de energia celular essencial à vida. O diabetes tipo 1 ocorre mais comumente nas crianças e jovens sendo que as células beta pâncreáticas produtoras de insulina são progressivamente e totalmente destruídas por anticorpos auto-imunes que acarretam insuficiencia insulínica absoluta. Tal insuficiência insulínica põe em risco a vida do diabético devido ao risco da cetoacidose diabética - condição emergencial decorrente da produção excessiva de cetonas proveniente do catabolismo rápido das gorduras - O diabetes tipo 2 ocorre mais frequentemente nos adultos e idosos, preferencialmente quando obesos, e o defeito fundamental está na resistência do funcionamento do receptor celular da insulina.  Em ambas condições a glicose não consegue penetrar para o espaço intracelular sobrando-se na circulação sangüínea. De modo geral o diabético tipo 1 necessita de aplicações diárias de insulina por injeções subcutâneas para compensar sua ausência e no diabético tipo 2 a suplementação insulínica por injeções pode ser necessária quando da ineficácia do controle glicêmico através dos medicamentos orais, dieta e exercícios.  De modo geral o diabetes tipo 2 não acarreta risco de vida imediato, porém, a médio prazo, promove graves complicações vasculares e neurológicas que aceleram o envelhecimento. Existe também o diabetes secundário a perda do pâncreas em decorrência cirúrgica ou tóxica e o diabetes gestacional que ocorre somente na gravidez.  Não existe diabetes emocional e sim diabetes agravado pelo estresse. Diabesidade é um novo termo-conceito, por alguns também chamado de diabetes tipo III,  que é a associação mais íntima entre o diabetes e obesidade, com a diferença que o diabetes torna-se inaparente aos exames de laboratório quando corrigida a obesidade. O diabetes é a maior causa de cegueira irreversível do mundo, de amputações dos membros inferiores devido a necrose e a segunda maior causa de insuficiência renal que evolui para necessidade de hemodiálise. No Brasil, através do Censo Nacional de 1989, verificou-se que 7,6% da população é diabética sendo que 46% desconheciam o diagnóstico. O número de diabéticos tem aumentado em decorrência ao aumento da incidência da obesidade, da longevidade, do estresse e do sedentarismo. O diabetes é  um problema de saúde pública decretado pelas Organização Mundial da Saúde.

Dr. Izidoro de H. Flumignan, crm 52.45054-3, atualizado em 29/01/2010  ©

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