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OBESIDADE
INFANTO-JUVENIL

Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan - crm 5245054-3
izidoro@flumignano.com

A prevalência mundial da obesidade infantil e da adolescência vem apresentando um rápido aumento nas últimas décadas podendo ser considerada, assim como a obesidade no adulto, um epidemia mundial. As instituições médicas tem demonstrado preocupações pois a obesidade iniciada na infância ou na adolescência acarreta alterações metabólicas prejudiciais tornando-se fator de risco para a dislipidemia, a hipertensão arterial, diabetes e as doenças cardiovasculares cujas prevalências, em decorrência da precocidade do início da obesidade, podem ser observadas cada vez mais nas faixas etárias mais jovens, pois vários estudos epidemiológicos demonstram que o tempo de duração da obesidade está diretamente associado a sua morbimortalidade. No Brasil, pelos estudos do IBGE, verificou-se que nas últimas décadas ocorreu um processo de transição nutricional, constatando-se que entre os anos 1974/75 e 1989 houve uma redução da prevalência da desnutrição infantil - de 19,8% para 7,6% - e um aumento na prevalência de abesidade em adultos - de 5,7% para 9,6%. Em adolescente, a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN-1989) encontrou uma prevalência de 7,6% de sobrepeso. Mais recentemente, comparando-se os dados do Estudo Nacional da Despesa Familiar – ENDEF - realizado em 1974/75 com os dados da Pesquisa sobre Padrões de Vida (PPV), realizada em 1996/97 somente nas regiões Sudeste e Nordeste, foi verificado um aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade de 4,1% para 13,9% em crianças e adolescente de 6 a 18 anos. Estudos realizados em algumas cidades brasileiras mostraram que o sobrepeso e a obesidade já atingem 30% ou mais das crianças e adolescentes, como em Recife, alcançando 35% dos escolares avaliados. O trabalho de Souza Leão et al. mostrou uma prevalência de 15,8% de obesidade em 387 escolares de Salvador, sendo que esta foi significamente maior nas escolas particulares(30%) em relação às públicas(8,2%). Vários fatores são importantes nas causas da obesidade infanto-juvenil incluindo os genéticos, os fisiológicos e os metabólicos. Mudanças fisiológicas hormonais normais da adolescência e o estirão puberal desenvolve a criança para o corpo do adulto sem causar a obesidade. O que consegue explicar o crescente número de crianças e adolescentes obesos estão relacionados ao estilo de vida e aos novos e inadequados hábitos alimentares da atualidade que privilegia o aumento do consumo de alimentos ricos em açúcares simples e gorduras que possuem elevados valores calóricos e baixos valores nutricionais juntamente com a diminuição da prática de exercícios físicos. O estudo de Oliveira et al verificou que a obesidade infantil está inversamente relacionada com a prática de atividade física regular e diretamente relacionada com a presença de TV, computador e videogame nas residências, além do baixo consumo de verduras e legumes, confirmando a influência do meio ambiente sobre o desenvolvimento da obesidade infanto-juvenil nos tempos atuais. Outro achado relevante foi a detecção de que as crianças que estudam em escolas particulares e são unigênitas são fatores preditivos do ganho excessivo do peso, comprovando a influência do fator sócio-econômico e do ambiente familiar. Outro aspecto importante é sobre a alimentação servida em restaurantes, bares e supermercados. O artigo de Young & Nestlé apresentou a evolução dos tamanhos das porções de alimentos comerciais oferecidas nos Estados Unidos nas últimas décadas e concluiu que os tamanhos das porção de carnes, massas, chocolates, sanduíches e refrigerantes apresentavam–se crescentes em até 700% e em coincidência com a atuação intensiva da propaganda da indústria alimentícia. Portando, diante da informações apresentadas, está demonstrado a importância de medidas sanitárias urgentes para o tratamento e prevenção da obesidade infantil-juvenil. As estratégias sanitárias devem abranger medidas educacionais promovidas pelo governo através de disciplinas nutricionais nas escolas de ensino médio, aumento do rigor dos rótulos nas embalagens dos alimentos industrializados e a promoção dos exercícios físicos e esportes. A instrução do consumidor com o objetivo de estimulá-lo a comprar alimentos mais saudáveis pode mudar a atual tendência da indústria em privilegiar o alimento calórico ao nutritivo, pois o comércio responde a compra do consumidor e por isso a educação alimentar, juntamente com a promoção de exercícios físicos, é uma prioridade humanitária.

- Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan, crm 52.45054-3, atualizado em 29/01/2010

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