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DIABETES MELLITUS E GRAVIDEZ

Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan - crm 5245054-3
izidoro@flumignano.com

Com a finalidade de ajudar a gestante diabética, descrevemos resumidamente esta situação de risco controlável, visando direcioná-la a procurar auxílio médico especializado. De maneira didática, dividimos este assunto em dois tipos principais. O diabetes gestacional, que trata-se de uma situação transitória; e a gestação da mãe diabética, que trata-se de uma situação definitiva. 

D I A B E T E S    G E S T A C I O N A L

A gravidez constitui importante fator diabetogênico, ou seja, provocadora de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue).  No decurso da gravidez numa mãe sem diabetes, porém hereditariamente pré-dispostas, pode ocorrer um aumento transitório da glicemia (açúcar no sangue) que se interrompe após o parto. A isto chamamos de diabetes gestacional, que é causado devido a  ação dos hormônios gestacionais, produzidos principalmente pela placenta, que entre outros, possuem ações hiperglicemiantes. Neste caso se torna necessário corrigir esta hiperglicemia com aplicações injetáveis de insulina via subcutânea, pois os medicamentos hipoglicemiantes orais possuem efeitos tóxicos para o feto. Também é necessário a monitorização glicêmica ambulatorial com a finalidade de assistir as variações glicêmicas e evitar tanto a hiperglicemia quanto a hipoglicemia (açúcar alto e baixo no sangue, respectivamente) que são desfavoráveis ao feto. Esta monitorização é realizada através dos aparelhos portáteis medidores de glicose extraída de uma gota de sangue da polpa digital. Estes resultados devem ser mostrados ao médico para que ele possa prescrever as orientações corretoras. Dependendo da gravidade da hiperglicemia, o feto pode apresentar maior  risco proporcional ao aborto, mal formações e infecções além de também maior índice de mortalidade neo-natal. Fato comum é o excesso de peso do bebê, que freqüentemente ultrapassam 4 kg, podendo parecer para o leigo sinal de saúde, porém, infelizmente não o é. Os bebês, nestes casos, devem ser tratados um unidades de CTI neo-natal pois apresentam risco de  hipoglicemia severa no período do pós-parto imediato, com risco de sequela neurológica se não for bem atendida. Quanto a mãe, após o parto, freqüentemente ocorre a normalização glicêmica, não sendo mais necessário a utilização da insulina. Recomenda-se porém, medidas preventivas, uma vez que, após alguns anos, o diabetes pode acometê-la definitivamente. As medidas preventivas baseiam-se na prevenção da obesidade e na promoção dos exercícios físicos.

 G R A V I D E Z   N A   M Ã E    D I A B É T I C A .

A gravidez na mãe diabética é o estado diferente do anteriormente descrito. Neste caso, não se trata de um estado hiperglicêmico transitório, porém de um “agravamento” da situação metabólica do diabetes as custas dos efeitos hormonais da gestação. Este agravamento é notado pela elevação da glicemia que deve ser compensada através de ajustes da dose da insulina aplicada via subcutânea, da dieta e dos exercícios. Também estão contra-indicados os medicamentos hipoglicemiantes orais devido seus efeitos tóxicos ao feto.  Durante todo o período gestacional deve ser dado muita atenção ao controle da glicemia a fim de mantê-la dentro da normalidade, pois sua elevação ou redução são nocivos ao feto, aumentando os riscos de abortos, mal-formações e da mortalidade neo-natal, sem contar os riscos da própria gestante. Existe maior gravidade na hiperemese gravídica (vômitos da gravidez) pois podem descompensar o equilíbrio hidroeletrolítico sangüíneo favorecendo a cetose diabética, que se trata de uma situação de emergência.  O polidrâmio (excesso de líquido amniótico da bolsa que protege o bebê) e o edema de membros inferiores são mais pronunciados na gestante diabética do que nas normais. Também  pode ocorrer um agravamento da retinopatia diabética, que pode ser evitado pelo estrito controle glicêmico.

E M   R E S U M O, em qualquer situação que ocorra hiperglicemia da gestação, exige um cuidado redobrado na atenção pré-natal. A gestante deve procurar uma equipe médica especializada com a finalidade de proteger esta gestação qualificada de alto risco.

 

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©  Dr. Izidoro de Hiroki Flumignan, crm 52.45054-3, atualizado em 29/01/2010

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